Faz
em Abril 25 anos que a Assembleia da República discutiu a legalização
do aborto. Um deputado do CDS esclareceu o hemiciclo sobre a razão do
NÃO: «O acto sexual é para ter filhos», exclamou João Morgado. A
resposta de Natália Correia em forma de poema obrigou à interrupção dos
trabalhos parlamentares. É importante recordá-lo nos dias de hoje e
sempre que a hipocrisia invade o debate sobre a despenalização da
mulher que abortou.
Já que o coito - diz Morgado - tem como fim cristalino,
preciso e imaculado fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão sexual petisco manduca,
temos na procriação prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento, lógica é a conclusão
de que o viril instrumento só usou - parca ração! - uma vez.
E se a função faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção, ficou capado o Morgado.
Natália Correia - 3 de Abril de 1982
Nas praias e festivais de música deste verão lêem-se as “Notícias do Fantástico", com as previsões do professor "Socratanga”, a reencarnação de Santana e o mau olhado da Maga Milú. Lê tu também este folheto de verão dos jovens do Bloco.
Spot publicitário da NORML, para defender a legalização da marijuana e apelar a Obama para o problema que é a proibição. A NORML é uma das maiores e mais activas organizações mundiais que luta pela legalização da marijuana. Por cá,o único partido a propor a legalização continua a ser o Bloco de Esquerda.
Nas grandes manifestações em Lisboa
- e houve várias nos últimos anos com 100 a 200 mil pessoas - a maior
parte dos manifestantes que vem de longe viaja em autocarros alugados
pelos sindicatos. Arménio Carlos, da CGTP, refere que uma grande
manifestação de 200 mil pessoas tem custos de 600 mil euros só no
transporte em autocarros, que costumam ser alugados pelas uniões de
sindicatos distritais.
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Este triste arremedo de ser humano que é Sílvio Berlusconi, tem repetidamente envergonhado a Itália com as suas gaffes protocolares, com as suas tiradas, fruto de um “sentido de humor” grunho, como o célebre “bronzeado” de Obama ou a recomendação a Zapatero para ter muito cuidado, pois um governo com tantas mulheres é incontrolável.